quinta-feira, maio 30, 2013

Seriados para ver: Game of Thrones & Vikings


É feriado e parece que todo mundo tem algo para fazer menos você, já passou por isso? Eu já passei muitas vezes. Ou aquela época que quando o que você mais quer é um seriado para assistir e parece que todos terminaram a temporada ou estão em hiatus. Isso é o pesadelo de todo fã de séries, to ou não to certa?
Mas como eu sou uma boa pessoa vim dar a dica de não uma, mas de duas séries bem legais que eu assisto (diga-se de passagem: estou em dia e não tenho episódio de nenhuma para assistir, so sad).

As duas tem muitos aspectos em comum e outros super diferentes um do outro. O que elas possuem em comum, você me pergunta aí eu digo: ambas se passam numa época medieval, possuem muitas cenas de ação e matanças tão bem feitas que às vezes é difícil acreditar que ninguém morreu nas filmagens (eu sempre fico tensa pelos bichinhos, então já aviso que nenhum morreu de verdade são apenas efeitos visuais muito bem feitos -eu procurei no Google), as temporadas são curtas, Game of Thrones com 10 episódios por temporada e já está na terceira, tudo bem que cada episódio tem quase uma hora, mas são muito bons e os finais sempre são épicos, enquanto Vikings está na primeira temporada que teve 9 episódios (cada um com uns 40 minutos). É coisa de pegar esse feriado chuvoso e fazer maratona! Adoro.

Nas duas séries tem bastante cenas de sexo, em GoT é mais explícito do que em Vikings (não digam que eu não avisei). E a produção das duas é super bem feita e fiel ao tempo e situação que cada uma se passa. Dificilmente todo mundo tá limpinho, sempre tem um meio encardido (em Vikings é quase todo mundo, mas também, por volta do século X e lá no norte da Europa? Dá-lhe frio). Os personagens não são divididos em bonzinhos versus malvados, estilo novela, todo mundo tem seu lado bom e seu lado vilãozinho (Game of Thrones usou isso nos pôsteres -divos- da terceira temporada) e mesmo assim eu amo alguns personagens das séries, talvez exatamente por isso. Mas agora vamos falar de cada uma de sua vez, começando com...

Game of Thrones:

Antes de assistir eu tinha uma cisma com o seriado, porque um dia (quando a série lançou) eu decidi ver o primeiro episódio só que eu tava com tanto sono que eu fiquei batendo cabeça, não entendi nada e achei chato. Mas uns dois, três meses atrás era TANTA gente falando de Game of Thrones que eu dei uma segunda chance e ver se o problema era em mim ou no programa. E o problema era em mim, pois eu simplesmente devorei os dez episódios da primeira temporada em três dias, mega maratona! Lembrando que cada um tem uma hora de duração e eu nem tava de férias quando fiz isso, hahaha. Apaixonei na série e hoje to em dia esperando o penúltimo episódio da terceira temporada. Isso que é triste, você passa séculos esperando a nova temporada e ela te abandona rapidinho te deixando angustiado até a seguinte, já que as temporadas sempre acabam épicas!


Não dá pra falar muito da série sem dar spoilers, mas eu vou tentar. No reino de Westeros (esse da fotinho acima) rola muita intriga, traição, segredos sendo revelados e porradaria pesada pelo trono de King's Landing (ou Porto Real), em cada canto tem alguém que se acha digno de ser rei ou simplesmente quer resolver os problemas da sua região (que são muitas, mas na abertura dos episódios vai mostrando todos os lugares que tem alguém naquele episódio, então além dela ser lindamente bem feita ela é importante pra você se achar no que ta acontecendo). E tem de tudo na série, indo de famílias loucas que se pegam entre si à homens que vão para a Patrulha da Noite e fazem um juramento de não ter relações sexuais a partir daquele momento, de um verão que dura seis meses à lugares que tem neve o tempo todo, de uma família em que cada um tem um lobo de estimação à dragões! Dragões! Só por isso acho que já tem que ver a série. Na boa, em Game of Thrones só faltam unicórnios para dizer que tem tudo mesmo.


Meu conselho? É uma daquelas séries TEM-QUE-VER que você nunca ficará sem assunto numa rodinha, sempre tem alguém que vê e é super legal fazer amizades inesperadas ou ter assunto com aquele primo que você nunca consegue conversar por causa de uma série.

Vikings:


Diferente de GoT eu enrolei para começar a ver os episódios, eu já tinha eles aqui, mas nunca empolgava de começar a ver (mesmo sabendo de pessoas com gosto parecido com o meu que gostam -leia-se: que também viam Game of Thrones, hahahaaha). Até que essa semana com o meu pai aqui a gente começou a ver, começamos na segunda e terminamos na quarta! A série é produzida pelo History Channel, então eu imagino que seja fiel à cultura e hábitos dos nórdicos. No seriado, Ragnar acredita que existam terras não desbravas ao oeste, mas o Earl (o líder da 'tribo' deles) não o leva muito a sério e não quer arriscar. Então Ragnar com a ajuda do irmão começa a mobilizar outros vikings guerreiros e eles vão e chegam em uma ilha com monges católicos da Inglaterra. Depois disso, os vikings ficam enlouquecidos para descobrirem e saquearem outros lugares, já os outros povos se desesperam frente à esses guerreiros que, como eles dizem, não tem medo de enfrentar a morte.


Para quem gosta de história, guerreiros, mitologia nórdica, de intrigas familiares e muita porradaria essa série é um prato cheio. Eu adorei, minha personagem favorita é a Lagertha, a mulher do Ragnar, ela entra nas brigas e mesmo assim é muito sensata, sem contar que eu adoro o fato de que ela sempre parece que vai bater ou dar um fora em alguém, hahahaha. Já o Ragnar (com aqueles olhos azuis lindos dele) fala como se ele estivesse tirando sarro ou sendo irônico o tempo todo. A série é bem legal e eu aprendi bastante coisa sobre Odin e os deuses nórdicos assistindo, e como eu adoro tudo isso acho o máximo.


Meu conselho? Também vale a pena ser assistida e por ter acabado a primeira temporada agora dá pra ficar em dia super rápido, ninguém tem desculpas. Para quem gosta de batalhas e de um humor mais sarcástico e malévico é mais um bônus. Como a série é nova eu não tenho muito o que dizer sobre ela, além de que eu gostei.

Então galera, é isso. Para quem vê uma das duas deixem seus comentários sem spoilers e se alguém tem dica de seriados é só falar que eu to sem muito para assistir. Quando eu tiver novas séries eu venho aqui contar, fechado?

x.o.x.o

quarta-feira, maio 15, 2013

Eu Li: O Lado bom da vida (Matthew Quick)



"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança."

Eu ainda não vi o filme, mas fiquei com muita vontade de assistir, pois pelo trailer parece ser fiel ao livro. E como o livro é super gostoso de ler eu estou esperando que o filme também seja. O livro conta a história de Pat, que como diz na sinopse, acabou de sair do "lugar ruim" e não tem ideia do que o fez ser internado, ele só sabe que agora ele vai voltar para casa de seus pais e fazer de tudo para se tornar um homem melhor pra sua esposa Nikki e dar um fim ao tempo separados. Então ele se exercita loucamente e prefere ser gentil do que ter razão. Além do fato que ele não assiste filme nenhum nesse período, já que, nas palavras dele, ele está vendo o filme da sua vida.



Sua família não o conta o que o levou a ser internado e nem quanto tempo ele passou lá. E por incrível que pareça isso não incomoda na leitura, pois ele não vai se torturando por esses pensamentos, o que normalmente acontece em livros narrados em primeira pessoa (como é o caso), e a gente vai descobrindo tudo enquanto o Pat relembra ou descobre. A leitura é super divertida e flui muito bem. Os capítulos são de tamanhos variados, alguns tendo em torno de dez páginas e outros duas (sério) e eles são iniciados com um trechinho dele que serve de título. Sendo que não é muito bem um título, alguns desses trechos passariam despercebidos se não fosse o fato de estarem em destaque no começo do capítulo. Não sei muito sobres os aspectos técnicos de livros (margem, diagramação e etc, diga-se de passagem eu tenho que aprender um pouco sobre isso), mas como nada me incomodou posso dizer que está tudo bem feitinho.

Esse trecho não teria passado despercebido.

A capa é um amor, não é? Muitas vezes eu implico com capas que são alteradas por conta do filme, mas como eu nunca vi a capa dO Lado bom da vida anterior, acabei ficando sem ter com o que comparar. Porém, minha implicância maior é com séries, que ai você vê o filme, quer ler o livro e se ferrou pois o primeiro livro tá com a capa do filme e o resto da série não! Ai ou você fica com a capa diferente, espera os outros filmes para comprar as capas atualizadas do resto dos livros ou desbrava a internet atrás da capa anterior. Odeio quando isso acontece, odeio.

Esse é mais discreto.

Mas voltando ao livro, os personagens são cativantes e me deixaram com saudades, alguns são tão legais que dá vontade de saber mais sobre eles. O Pat tem uma mania meio engraçada (e que eu acho que eu tenho um pouco) de adotar expressões que seus amigos falam e sempre usá-las dizendo: como diria não sei quem... E eu achei legal porque dá um ar mais realista e familiar à história. Outro aspecto interessante é que ele começou a ler vários livros da literatura americana por conta da Nikki (que é professora e passa esses livros para seus alunos), já aviso que ele dá diversos spoilers sobre esses livros. A leitura tem uns momentos bem engraçados que me fizeram ficar rindo que nem uma mongol sozinha (sorte que eu li o livro praticamente todo em casa, então não paguei mico, dessa vez).



Enfim, recomendo a leitura e assim que eu assistir o filme eu volto aqui para falar sobre ele. Falando nisso, faz tempo que eu não comento nenhum filme, né? Vou ver se assisto alguns essa semana e venho aqui escrever.

x.o.x.o

quinta-feira, maio 09, 2013

Tatuagens: a minha.

Então gente, esse post é bem mais pessoal do que o normal. Por alguns dias eu fiquei pensando se eu deveria escrever esse post, mas aí eu pensei que eu gosto de ler esse estilo de post nos blogs que eu sigo e fiquei sem ter um contra-argumento para esse pensamento. Long story short eu decidi vir escrever esse post mostrando e explicando a minha tatuagem. Espero que gostem desse estilo de escrita, que eu pretendo tornar mais frequente (já que eu gosto de ler o dos outros blogs, por que não fazer o meu?)


O desenho no papel.
Em 2001 eu adotei uma gata, a Lua, ela já apareceu em algumas fotos aqui e aqui. E ela simplesmente se tornou tudo para mim, eu cuidei dela e a amei ela de uma forma tão grande que eu nem sei expressar em palavras. Quem me conhece (e conheceu ela) sabe disso. Era até engraçado como meus amigos diziam que ela realmente era minha filha. E desde meus nove anos (se eu não me engano) eu já dizia que queria fazer uma tatuagem, e meus padrinhos diziam que iriam comigo quando eu fosse fazer a primeira. Então um belo dia, já mais velha, não me lembro quando ao certo, eu decidi que minha tatuagem, a primeira, seria em homenagem à Lua. Eu esperei me tornar maior de idade e eu faria, só que quando eu fiz 18 anos eu não tinha dinheiro! E isso nem é importante, né? Acabou passando um tempo e eu ainda não sabia certo como seria o desenho, seria só uma lua? Ou uma patinha? Até que uma amiga minha me deu a ideia de fazer um gatinho deitado numa lua. Eu fiquei simplesmente apaixonada pela ideia, procurei na internet e não achei. De repente me veio na cabeça de pedir pra um amigo meu que sabe desenhar (muito bem, por sinal) que ele fizesse o desenho. E ele fez alguns e esse da imagem acima me ganhou (junto de um outro que deve ir para o layout do blog em breve).


Eu acabei deixando para fazer a tatuagem quando voltasse do Canadá e queria que fosse do meu dinheiro. Um dia, por algum motivo que eu desconheço, eu fiquei devaneando sobre uma foto que eu tiraria quando tivesse a tatuagem, seria a Lua cheirando a minha tatuagem (e conhecendo ela, isso teria sido fácil) e fiquei com essa vontade na cabeça. Infelizmente, enquanto eu estava no meu intercâmbio ela faleceu, faltava um mês para eu voltar,e eu só fiquei sabendo quando cheguei aqui. É até difícil compartilhar isso assim no blog para qualquer um ler, mas como eu conto isso para qualquer um que perguntar o motivo da tatuagem, acaba que não é nenhum segredo. Devo admitir que no dia que eu fiquei sabendo que ela faleceu eu tive mais certeza do que nunca que eu faria essa tattoo e ninguém iria impedir. Eu iria pagar e como é no meu pulso, ninguém poderia dar pitaco. Então eu comecei a trabalhar tendo na minha cabeça que sairia do meu primeiro salário. Acabou que não foi do primeiro salário pois o meu horário, o dos meus padrinhos (que estiveram comigo por todo o trajeto, desde a adoção da Lua, o apoio a fazer a tatuagem até ir ao estúdio da tatuadora) e o da tatuadora não batiam. Então no segundo salário eu consegui! Hahahaha. E fui feliz da vida e saí muito feliz.


Muita gente me pergunta sobre a dor que eu senti. Olha, doeu menos do que eu imaginei, talvez por eu ter passado antes uma pomada anestésica que a minha madrinha me deu, mas foi uma dor suportável. Lógico que teve uns momentos agoniantes, mas como a tatuagem ficou pronta em, sei lá, vinte minutos achei tranquilo.


Esse pedaço doeu legal.
Outra coisa que as pessoas me perguntam é o porquê de ter feito nesse pulso e o motivo de eu bater o pé quando as pessoas diziam para eu fazer em uma região menos exposta. E falar sobre isso me deixa emocionada (e eu to no momento, tudo bem que a música que ta tocando no meu computador já é meio dramática, mas enfim), porém como eu decidi fazer esse post, acho que não dá pra tentar não falar sobre isso e de novo, quando me perguntam eu conto, mesmo que segurando as lágrimas (agora vai ser mais fácil, vai ser só mandar lerem aqui! :D ). Então quando eu era pequena, e a Lua também, ela teve que tomar um remédio pra controlar um probleminha que ele teve. Só que ela fazia um certo show na hora de tomar remédio então precisava de duas pessoas para o trabalho. A danada tinha em torno de dois anos e precisava de dois adultos pra dar remédio, juro. Levar ao veterinário era uma novela a parte. E um dia eu fiquei encarregada de segurá-la e minha mãe ia fazer ela engolir, só que no meio do processo ela me arranhou no pulso (sim, minha gata cortou meu pulso, pra ver o nível do drama ela quis me matar!), foi tudo muito rápido então eu ainda to tentando descobrir como aconteceu, mas eu sei que sangrou demais e ardia muito! A minha mãe quis parar para fazer um curativo, só que eu não deixei pois eu sabia que se eu parasse a gente ia ter que fazer a Lua passar por tudo aquilo de novo, então eu engoli a dor e continuei tratando dela. E foi ali que eu percebi o quanto eu amava ela, eu que sempre fiz um drama por qualquer machucadinho tava aguentando um pulso ensaguentado por ela. Como prova do ato eu carrego uma cicatriz pequena no braço. No momento que eu decidi fazer a tatuagem homenageando a Lua, foi meio automático escolher esse lugar.


This is it, guys. Essa é a minha história e meu post gigante sobre a minha tatuagem.Qualquer dúvida em relação ao processo da tatuagem eu respondo alegremente, assim como qualquer coisa em relação ao desenho e a Lua. Eu pretendo fazer alguns posts mais pessoais, talvez não tanto quanto esse, mas em outros aspectos sim. To percebendo agora o quanto eu acho difícil finalizar um post, então vou deixar vocês com um beijo e me vou, pode ser?

x.o.x.o